Horizontalidade relacional entre o "Divino" e o "Eu"
Sou adepto e propagadore (propagador/propagadora) dessa mensagem: deve haver horizontalidade não verticalidade na relação "Divino" - "Eu"/"Outros Mundos" - "Este mundo". Não vejo sentido nessa verticalização relacional e transcendentalização dO Outro¹ e, portanto abdico dessa crença.
Sua Antiguidade não a torna absoluta ou o único meio pelo qual possa ser enxergado o mundo. Muito menos, pertencer a um senso comum, que também normaliza pensamentos errôneos, como a binariedade natural².
Se a experiência é empiríca, ao empirismo eu recorro para fundamentar minha fé: sinto no fundo do meu coração a não existência dessas relações, mas sim a horizontalidade e a semelhança - por maiores que sejam as diferenças - entre as distintas vivências e existências.
Não creio que por ser criado por algo eu tenha uma conta a quitar, devido ao simples prazer - ou não - de existir. Não me sinto obrigade a ser devoto de quem é meu semelhante, independentemente, das trocas, doações ou milagres. Devo meu respeito e minha gratidão, mas não meu culto, pois acima de mim esse algo não está, e pertencer a outro planos, conter diferentes meios para a realização de seus - ou do outro - desejos não o torna superior, apenas diferente. Planos diferentes = possibilidades e instrumentos diferentes, assim penso.
Não creio que eu deva me submeter.
Sua Antiguidade não a torna absoluta ou o único meio pelo qual possa ser enxergado o mundo. Muito menos, pertencer a um senso comum, que também normaliza pensamentos errôneos, como a binariedade natural².
Se a experiência é empiríca, ao empirismo eu recorro para fundamentar minha fé: sinto no fundo do meu coração a não existência dessas relações, mas sim a horizontalidade e a semelhança - por maiores que sejam as diferenças - entre as distintas vivências e existências.
Não creio que por ser criado por algo eu tenha uma conta a quitar, devido ao simples prazer - ou não - de existir. Não me sinto obrigade a ser devoto de quem é meu semelhante, independentemente, das trocas, doações ou milagres. Devo meu respeito e minha gratidão, mas não meu culto, pois acima de mim esse algo não está, e pertencer a outro planos, conter diferentes meios para a realização de seus - ou do outro - desejos não o torna superior, apenas diferente. Planos diferentes = possibilidades e instrumentos diferentes, assim penso.
Não creio que eu deva me submeter.
Crer que sua existência exige submissão a algo é crer que esta tem como preço a escravidão, a escravidão do Eu, da potência pessoal, em detrimento da existência - a qual a foi dada sem a participação do "ser criado" em sua decisão - realizada apenas pelo gozo e regozijo de "algo maior" que deseja mais alguém para inflar seu ego, para ser escravo de seus desejos e estar em eterna dívida com "o criador".³ Não é a escravidão que eu desejo.
Se há horizontalidade, creio que somos todes iguais, não há níveis para evoluir, não há patamares a alcançar. Não existem relações de dominação ou submissão. Há respeito e cooperação.
Planos distintos interagem entre si mas não precisam se hierarquizar. Ambos integram um todo linear, como um horizonte visto de uma área litorânea com suas diferentes cores, densidades e forças, compõem um todo harmônico e perfeito.
O oceano e a terra trocam constantemente carícias entre si, assim também o fazem os planos de existência: se doam constantemente e, conjuntamente, entre si, portanto o existir não é circunscrito a apenas um plano, mas se caracteriza como uma constante interssecção entre vários. Estamos unides(unidos), apenas não reconhecemos ainda!
NOTAS:
1- fauna, flora, deuses, espirítos, elementais, daemons, demônios, dragões, etc.
2- concepção de que só existem gêneros binários (homem e mulher) e que os mesmos se fundamentam na natureza das coisas - nesse caso, na natureza de se ter um pênis ou uma vagina.
3- veja mais em: Deus e O Estado-Bakunin.
Se há horizontalidade, creio que somos todes iguais, não há níveis para evoluir, não há patamares a alcançar. Não existem relações de dominação ou submissão. Há respeito e cooperação.
Planos distintos interagem entre si mas não precisam se hierarquizar. Ambos integram um todo linear, como um horizonte visto de uma área litorânea com suas diferentes cores, densidades e forças, compõem um todo harmônico e perfeito.
O oceano e a terra trocam constantemente carícias entre si, assim também o fazem os planos de existência: se doam constantemente e, conjuntamente, entre si, portanto o existir não é circunscrito a apenas um plano, mas se caracteriza como uma constante interssecção entre vários. Estamos unides(unidos), apenas não reconhecemos ainda!
NOTAS:
1- fauna, flora, deuses, espirítos, elementais, daemons, demônios, dragões, etc.
2- concepção de que só existem gêneros binários (homem e mulher) e que os mesmos se fundamentam na natureza das coisas - nesse caso, na natureza de se ter um pênis ou uma vagina.
3- veja mais em: Deus e O Estado-Bakunin.
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