O perder da essência da Bruxaria.

Através de séculos a Bruxa foi negada, perseguida e temida por estar a frente de sua população e ir contra as regras impostas pela sociedade da época.

Hoje em dia, aquilo que era ato de rebeldia e que por todos era temido é vestido com luzes coloridas e feitiços de paz, perdendo consigo a sua essência.

A Bruxaria, hoje em dia, tem um aspecto um tanto fofo. Causar o "bem" é o foque da maioria de seus praticantes, pois o "mal" é algo que suja a bruxaria e deve ser negado.

Mas, indagamos agora...
Como se suja algo que nunca foi belo?
A Bruxaria sempre foi marginalizada e negada. Pois ela sempre foi a voz daqueles que foram oprimidos e a arma daqueles que desejavam ter controle sobre suas vidas e punir os que causaram-lhes dano.

A Bruxa não se preocupava com conceitos impostos de bem e mal, mas sim em fazer aquilo que achava certo para defender a si mesma e aqueles que ama e para que todos sobrevivessem.

Não havia vibrar "luz" por aquele que danos causou, havia amaldiçoa-lo e destruir toda a sua vida.

A Bruxa não era boa, era quem nasceu pra ser, destemida, independente, guerreira, sabia e conhecedora.
Ela conhecia as diversas faces da(s) Deidade(s) e estavam em comunhão com elas, tanto a mais perversa e destruidora quanto a mais acolhedora e amiga. Elas personificavam o todo, em sua essência havia ordem e caos, dançando juntos e ela era livre como o vento, e forte e acolhedora como um urso preparada para estraçalhar aqueles que pudessem causar dano a ela ou a seus protegidos.

A Bruxa não deve ser vista como boa, ela deve ser vista como é, em suas nuances de "bondade" e "maldade" e em seu completo e indescritível equilíbrio.

A Bruxa carrega consigo a liberdade da natureza humana e da natureza universal e juntamente seu equilíbrio e faces.

Uma bruxa jamais deve dar as duas caras a tapa, ela deve se defender e se necessário destruir!

A Bruxa deve saber quando usar de seu ódio e quando usar de seu amor, isso faz parte do que é ser bruxa, isso faz parte do que é ser HUMANA.

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